segunda-feira, janeiro 16, 2006

A Bela


Expressão de pura essência
Ressurgimento em mim do que é belo
Nas trilhas emaranhadas pelas quais ando.
Fecho os meus olhos
para ver teu rosto no fim do caminho

Centelha de vida que cai no vazio da ilusão
Afoga a loucura nas próprias lágrimas
para amanhecer sorrindo
Resto de noite com sabor de luxuria
Corpos cansados e profundamente dormindo.

Miragem ou sonho?
Santo ou demônio?
A Bela afaga a fera e a conduz para a beira do abismo


Foto: Sara Lando