O Deus Serpente - Parte III - R E V E L A T I O N S
Não sei se devido ao cansaço que se abatia sobre meu corpo acabei adormecendo na escuridão do deserto enquanto contemplava as estrelas ou se de fato eu vivenciei todas as circunstâncias que a seguir descrevo. Não posso prova-las cientificamente como exigiria uma junta de especialistas e devo isso ao desespero de minha fuga, caso tenha sido real, pois perdi em algum lugar em meio aquelas ruínas a prova que satisfaria tanto uma comunidade científica quanto a minha própria dúvida quanto a veracidade dos fatos e por isso lamentarei o resto de minha vida.
Se foi um delírio um sonho ou a realidade o que de fato aconteceu é que enquanto observava o céu e as estrelas, pude sentir sob os meus cotovelos apoiados na areia pequenos tremores de impacto. Um após o outro em uma cadência lenta e incessante, cada vez mais próximos. O silêncio de repente tomou conta do vale, nenhum rato, nem coruja, nada se ouvia. Mesmo o eco provocado pelo vento tinha cessado, foi quando ouvi o relinchar de um cavalo e o barulho de seus cascos sobre uma pedra em algum lugar não muito distante.
Se aproximando,
Próximo,
Muito próximo,
“Eri’ a tam ria’m S´lam er ria’m”
(continua)

0 Comments:
Postar um comentário
<< Home