Entre Nós

Ocilando entre o sagrado e o profano, dia após dia vai vivendo. Andarilho de um mundo selvagem que no vazio de sua própria existência gerou, pariu e criou esse rebento que acabou por aprender que não é bom se revelar demais a ninguém.
Só mais um, incógnito entre a multidão de almas que trilha para um futuro obscuro. Ele não fala demais para não chamar para si a atenção. Não por vergonha ou timidez, mas para manter a aparente sensatez que disfarça tão bem os verdadeiros motivos de sua presença aqui.
Realoca as lembranças do passado distante enquanto pisa determinado no presente, vagando mundo afora e sempre conspirando com o futuro... ele segue em frente.
Passa e vai embora...
O que ele foi afinal? Um anjo do bem ou um demônio do mal? Na dúvida da revelação de sua natureza permaneceu mesmo com estava... na forma mortal.
By: Leandro Ferreira
Imagem: Diego Pale

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